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O levantamento sistemático de preços de terras no Brasil é resultado de um trabalho de pesquisa e acompanhamento de mercado pela equipe de consultores da FNP, com o apoio de informações de mais de 300 colaboradores.
O trabalho de pesquisa teve início em 2001, quando foram definidos os princípios metodológicos que possibilitam avaliar com a precisão requerida a enorme diversidade de tipos de terra que compõe o cenário do mercado de terras nacional.
A área de abrangência da pesquisa é composta por todo território nacional, excluindo-se as áreas reconhecidamente urbanizadas como Grande São Paulo e Grande Rio de Janeiro, onde em muitas ocasiões os preços de terras são excessivamente distorcidos pela especulação imobiliária.
Deste modo, o país foi subdividido em 133 regiões homogêneas, quanto à cidade pólo para a compra de insumos ou comercialização da produção, tipo de uso do solo e clima. O Estado do São Paulo, por exemplo, foi dividido em 14 regiões, a saber: Araçatuba, Araraquara, Bauru, Campinas, Itapetininga, Marília, Ourinhos, Piracicaba, Pirassununga, presidente Prudente, Ribeirão Preto, Presidente Prudente, São José do Rio Preto, Vale do Paraíba e Vale do Ribeira.
Cada uma das 133 regiões foi avaliada individualmente, sendo identificados os principais tipos de terras presentes na região de acordo com o tipo de solo, distância da cidade pólo, uso do solo, nível de intensidade da exploração agropecuária, possibilidade de mecanização, proximidade a rios, relevo, vegetação atual ou anterior, pluviosidade média e outras características que perfazem a formação do preço da terra naquela região. Na região do Vale do Paraíba (São Paulo), por exemplo, são pesquisados os preços para 5 tipos de terras: Pastagem formada de alto suporte, Pastagem formada de baixo suporte, Pastagem nativa de morro, Pastagem nativa em várzea e Terra agrícola em várzea sistematizada. Assim, mais de 1000 tipos de terra foram identificados e tem o preço periodicamente acompanhado.
A periodicidade da pesquisa é bimestral, isto é, são pesquisados os preços praticados para todos os tipos de terras definidos anteriormente em um período de dois meses, tendo como base os bimestres de janeiro/fevereiro, março/abril, maio/junho, julho/agosto, setembro/outubro e novembro/dezembro.
O preço de cada tipo de terra é pesquisado quanto ao valor mínimo e máximo praticado na região, sendo publicado o valor médio da cotação. Todos os tipos de terras são cotados na unidade de medida de área utilizada na região (reais por alqueire, reais por tarefa etc), e publicados em R$/ha (reais por hectare).
Os dados são armazenados em um banco de dados próprio, a partir do qual são realizadas análises que permitem à equipe verificar o comportamento nacional e regional de preços, possibilitando a descrição de tendências e cenários futuros do mercado de terras.
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